Jibóia

As jibóias estão entre os répteis mais utilizados como animais de estimação em todo o mundo. É uma das maiores serpentes do Brasil, perdendo em comprimento e em massa apenas para a sucuri.

Sua distribuição em nosso território é muito ampla, fazendo com que seja uma das mais conhecidas serpentes brasileiras. Apesar das lendas e crendices populares que cercam a espécie, a jibóia  não é uma serpente peçonhenta e raramente atinge os 2,5 metros de comprimento em cativeiro.

As jibóias são semi-arborícolas e apresentam hábitos noturnos. Vivem em áreas de clima tropical ou subtropical. Alimentam-se de pequenos mamíferos e aves na natureza, mas em cativeiro podem ser alimentadas apenas com roedores.

São animais que quando adequadamente mantidos ficam bastante dóceis e podem viver até 25 anos. Devemos lembrar também que as jibóias respondem a estímulos e que se estes forem mal interpretados pelo réptil ele poderá morder. Deve-se ter cautela em seu manuseio.

É um animal que exige poucos cuidados para sua manutenção, porém são cuidados específicos e extremamente importantes.

O primeiro aspecto a ser citado para sua criação é a temperatura. Os répteis são animais considerados de “sangue frio” (o correto é dizer que são animais ectotérmicos), ou seja, são animais que não possuem temperatura própria; sendo assim a temperatura de seus corpos é equivalente a temperatura do ambiente em que estão. A temperatura é fator fundamental para as atividades fisiológicas dos répteis, como digestão, circulação, respiração e resistência a doenças. Sendo assim, o ideal é manter o animal em um ambiente aquecido entre 24 e 28°C. Os métodos de aquecimento variam bastante, mas para esta espécie recomenda-se o uso de placas ou pedras de aquecimento especiais para répteis ou até mesmo lâmpadas.

Quanto a alimentação vale lembrar que é bastante variada, mas é interessante que sejam oferecidos animais de boa proveniência, evitando que estes transmitam doenças às serpentes. Recomenda-se a utilização de camundongos, ratos, hamsteres ou até mesmo pintinhos. A freqüência de alimentação é variável conforme o tamanho da serpente.

Para realizar um manejo adequado basta saber onde e como criar o animal. O local ideal é um terrário, que deve ser completamente a prova de fugas e que proporcione boa ventilação. Utilize jornais, serragem ou carpete como substrato. Coloque um abrigo (pode ser uma caixa de madeira ou até mesmo papelão) para que o animal se esconda quando desejar e instale a fonte de calor (placa, pedra ou lâmpada). Água deve estar sempre disponível no maior recipiente possível. A utilização de troncos e galhos deixa o terrário muito bonito e proporciona ao animal bons exercícios.

As jibóias são animais brasileiros e o comércio e a criação destes animais só é permitida a criadouros legalizados pelo IBAMA. Se você pretende adquirir um destes animais, certifique-se de que é um animal proveniente de criadouro e exija a nota fiscal do IBAMA. Não compre animais provenientes de tráfico.