Sapo-de-Chifres

O sapo de chifres é um anfíbio muito popular como animal de estimação na Europa e EUA. É muito procurado pela rusticidade, facilidade em ser alimentado e pelas belíssimas cores.

Apesar de seu nome, não é um sapo, mas sim uma rã, pois apresenta glândulas parótidas (existentes atrás dos olhos e facilmente identificadas nos sapos) pouco desenvolvidas e imperceptíveis. 

Seu nome é dado graças a protuberância formada acima dos olhos, dando a sensação que possuem chifres. Vive em toda a América do Sul, habitando o solo das florestas úmidas, entre as folhas e troncos que forram o assoalho da floresta.

Costuma ficar semi-enterrado, se camuflando o tempo todo, à espreita de alimento e se escondendo de seus predadores. Gosta de viver sempre próximo aos rios e charcos. 

Possui hábitos noturnos e sempre terrestres. Raramente pulam e são animais pouco ativos.

Possui coloração muito variada do marrom ao verde-limão, existindo variações albinas criadas em cativeiro. Uma fêmea pode chegar a 20 cm quando adulta. Vive até 12 anos em cativeiro. A alimentação é baseada em insetos, minhocas, peixes e pequenos mamíferos e aves. Têm o apetite tão voraz que podem comer uma presa quase de seu próprio tamanho!!! 

São comumente mantidos em cativeiro por diversos criadores. Deve ser mantido em um terrário com cerca de 40cm x 30cm. O substrato utilizado deve ser terra ou pó de xaxim, com folhas secas por cima, para que o sapo se esconda. Musgos usados em jardinagem também podem ser utilizados. Deve se manter sempre um grande pote de água para imersão (banhos) e manutenção da umidade do ar. A temperatura deve estar por volta de 25°C, tomando extremo cuidado com uso de lâmpadas, pois podem super aquecer e desidratar o sapo. Não há necessidade de uso de lâmpadas para emissão de raios ultra-violetas. Não é recomendável manter mais de um animal por terrário, pois pode ocorrer canibalismo.

A diferenciação entre os sexos é difícil. O macho costuma cantar à noite e a fêmea não. Na época reprodutiva o macho apresenta o papo mais escuro. A reprodução em cativeiro também é muito difícil. O casal deve estar bem alimentado para que não haja canibalismo. Após a deposição dos ovos em água parada, rapidamente os girinos se desenvolvem e nascem, devendo ser alimentados com ração de peixe até saírem da água. Logo que saem da água deve ser separado um filhote do outro, para que os menores não virem alimento dos maiores.